Augusto Jorge Cury - o Futuro da Humanidade
publicado por Antonio Cezar Locutor , as 21:22:23, em 17 de agosto de 2008Gente! Eu quero muito mesmo doar meu corpo para fins de estudos científicos após minha morte, mas não estou conseguindo realizar esse desejo.
Foi com tal comentário (que reflete a mais pura realidade de uma de minhas maiores preocupações atuais (porque simplesmente não confio na eficácia das reles declarações sugeridas pelas faculdades por mim consultadas sobre o assunto e, nem tão pouco, tenho os duzentos e trinta e poucos Reais cobrados atualmente pelos cartórios do Estado de São Paulo para o Registro da escritura pública em cartório a fim de oficializar minha última vontade), que recebi a sugestão de alguns amigos para que lesse o livro "o Futuro da Humanidade" de Augusto Jorge Cury.
Primeiramente senti tal sugestão como mais um daqueles "modismos" que, tantas vezes vemos por aí. Porém, nunca descarto por completo uma nova aventura e topei ler o dito livro.
Confesso que foi uma decisão bastante agradável e proveitosa para mim. E afirmo que, mesmo depois de haver lido o livro continuo cada vez mais firme em minha sólida decisão de doar meu corpo após a morte para estudos científicos. Apenas ainda não consegui concretizar minha vontade, porque no Brasil, as coisas são mesmo muito desfavoráveis para quem deseje colaborar de alguma forma com o bem-estar de outrens. E olhe que tudo o que li até
o momento sobre o assunto, sempre trata da grande carência de cadáveres de humanos para estudos nas faculdades brasileiras, dificultando em muito a formação de novos médicos, pois aqueles que não recebem treinamento apoiado na dissecação, terminam por tentar adquirir tais aprendizados nas cobaias que cruzarem seu caminho nas emergências dos hospitais onde eles inicialmente praticarem.
Mas, voltando ao livro, este trás a história de um "calouro" de medicina que se revolta com a maneira com que seus colegas e professores lidam com os corpos dos indigentes, durante as aulas de anatomia que tem de freqüentar durante o curso.
não se conformando com o descaso de seus pares, resolve investigar da origem daqueles cadáveres e (depois de grande esforço) chega a um "filósofo da praça" que conhecera e convivera com a maioria dos corpos ali disponíveis.
Os detalhes dessa descoberta e demais aventuras desse polêmico personagem que nos acompanha por toda a narrativa, poderão ser conferidos por você, durante a leitura de mais essa obra que me foi bastante satisfatória e, para a qual, também dou minha mais sincera recomendação.
Abraços esperançosos de quem ainda pensa em doar seu corpo para estudos científicos, mesmo com todos os empecilhos com os quais me deparo para tal formalização.